Franschhoek Wine Tram: passeio de trem pelas vinícolas da África do Sul

wine tram (13)Não sou fã de vinho, mas sempre tive muita curiosidade de conhecer vinícolas. Planejando minha viagem para a África do Sul, descobri o Wine Tram, na região de colonização francesa Franschhoek, que fica a cerca de uma hora de carro da Cidade do Cabo. Recomendo muito, mesmo para aqueles que não curtem tanto a bebida.

É possível visitar todas as vinícolas por conta própria. Porém, considero o Wine Tram mais vantajoso. Além do trem supercharmoso, que proporciona um passeio bem agradável, a empresa tem parcerias com os estabelecimentos. Cada vinícola faz uma oferta exclusiva para os passageiros. Pode ser um desconto na compra de vinhos, uma degustação grátis, uma refeição mais em conta etc. Lembrando que isso varia conforme a época do ano. Na baixa temporada (inverno), é grande a chance de aproveitar mais promoções.

Franschhoek é uma cidade graciosa, muito aconchegante e com um visual encantador. Há várias lojinhas e restaurantes para todos os gostos. Na Franschhoek Square (na Huguenot Road), se localiza a bilheteria do Wine Tram. Chegue dez minutos antes do início do tour para retirar seus ingressos, que devem ser reservados com antecedência pelo site. Clique em Tours e depois em Hop-On Hop-Off Experience.

Na página do Wine Tram, estão disponíveis cinco linhas: azul, verde, vermelha, amarela e roxa. Cada uma das quatro primeiras custa 220 rands por pessoa (cerca de 70 reais). Quem opta por uma delas se locomove por trem e também de miniônibus. Já a última sai a 170 rands e dá direito apenas ao passeio de ônibus.

Cada linha atende a determinadas vinícolas. Eu, por exemplo, escolhi a verde, que inclui Rickety Bridge, Grande Provence (o acesso a elas se dá via trem),  Mont Rochelle, Le Lude, La Bri, La Bourgogne, Holden Manz e La Couronne (via ônibus). Ainda no caso dessa linha, o passeio pode começar às 10h15, às 11h15 ou às 12h15. Basta escolher o melhor horário quando for fazer a reserva.

O tour começa com um guia conduzindo os turistas desde a bilheteria até um ônibus que leva à estação de trem. De lá, parti para Rickety Bridge, onde permaneci por cerca de 30 minutos (este é o tempo estabelecido pela organização do passeio). Vale lembrar que, na bilheteria, dão um flyer com a relação das promoções e também um panfleto com todos os horários de chegada e partida dos ônibus e trens. Veja o vídeo:

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Bilheteria

A degustação com quatro tipos de vinhos custa 25 rands na Rickety Bridge, mas, em caso de compra de uma garrafa, ela sai de graça. É a tal oferta exclusiva para quem está no Wine Tram. Achei o atendimento na vinícola excelente. Explicaram com detalhes sobre todos os tipos de bebidas e até provei o Chenin Blanc, delicioso. Adquiri uma garrafa por 90 rands, aproximadamente 30 reais. Vale a pena, né? E outra facilidade: os produtos comprados durante o tour recebem uma etiqueta numerada e são levados para a bilheteria. Ao final, é só retirar lá, sem qualquer custo adicional. Foi ótimo não ter que ficar carregando peso.

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Depois da Rickety, foi a vez de conhecer a Grande Provence, que tem um lindo restaurante ao ar livre. Também fiquei no local por meia hora.

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Para ir às vinícolas seguintes, como já expliquei, o meio de transporte utilizado é o ônibus. Ele passa de hora em hora em cada uma. Portanto, é preciso estar com tempo livre se quiser ir parando em todas. Não foi o meu caso. Como pretendia voltar cedo para a Cidade do Cabo, optei por conhecer a Holden Manz, a penúltima da lista, por causa dos 10% de desconto no menu do almoço. E aqui vale um parênteses: é obrigatório seguir a ordem. Não rola pular vinícolas e voltar a elas depois. Exemplo: eu não poderia visitar a La Bri após já ter chegado à Holden.

Voltando à Holden, achei incrível. No primeiro andar, um gramado com um lago e a adega. No segundo, o restaurante com vista sensacional. Eles trabalham com um sistema de menus. Você pode escolher comer dois, três, quatro, cinco ou seis pratos. Eu optei por entrada e prato principal e meu namorado pediu prato principal e sobremesa.

Para começar, trouxinha de massa folhada recheada com queijo camembert, acompanhada de beterraba com mel, amêndoas, lascas de pêra e pão. Pode parecer a pior combinação do mundo, mas estava divina. O meu prato principal foi salmão com aspargos, batatas, brócolis e cenoura. O dele, carne com cassoulet. De sobremesa, pedaços de chocolate meio amargo, com damascos, morangos, suspiros e farofa de castanha. Cada um pagou R$ 60. Demais! E ainda nos presentearam com a degustação de vinho. Equipe muito simpática.

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Um lembrete: os ônibus são muito pontuais. Se você perder, terá que esperar mais uma hora.

Para encerrar, um exemplo de outra linha, para vocês entenderem melhor como funciona. Na vermelha, a ordem das vinícolas é: Maison, Eikehof, Leopard’s Leap, Chamonix, Dieu Donne e Franschhoek Cellar. Todas visitadas de ônibus. Depois, vêm Rickety Bridge e Grande Provence, de trem. Simulação: o passeio sai da bilheteria às 10h30. Você ficará na Maison até 11h39, quando parte o ônibus para a Eikehof. De lá, o veículo sai às 12h44 para Leopard’s. E assim por diante. Legal, não?

Passeio feito em julho de 2017 em parceria com Wine Tram

22 Responses

  1. Fabiana

    Que matéria legal! Deu vontade de ir pra lá só de ver esse post e fotos. Parabéns!!!

  2. Francisco Piazenski

    Que bacana, mais um motivo para eu conhecer a África do Sul, pois eu adoro vinho, e esse passeio parece ter sido muito bacana. Parabéns pela dica, muito bom!

  3. Adriana Magalhães

    FANTÁSTICO! Tô indo pra lá em janeiro, já tínhamos desistido de alugar um carro, porque nenhum bebum do meu grupo ia querer ser o amigo da vezkkkk . Agora você me traz a solução de todos os nossos problemas!!!! amei!

  4. rayaneaz

    Adoro passeios em vinícolas! Ainda não conheço esta, mas já adorei com as fotos! E ir de trem deve ser demais! Amei as dicas! Beijão!

  5. Monique B.Ribeiro

    Que ótimo saber dessa opção de passeio próximo à cidade do Cabo. Nunca tinha ouvido falar e parece ser realmente uma ótima ideia ainda mais para os apreciadores de vinho.

    Abraços

  6. Jose Luiz

    Olá, vocês foram de carro de Cape Town. E a volta como foi.

    • De boa na trip

      Olá, Jose. Voltamos de carro porque meu namorado bebeu bem pouco e nos disseram que lá não tem lei seca como aqui. Mas, se preferir não arriscar, pode se hospedar um dia na cidade ou recorrer ao Uber. De Cape Town até lá sai a uns cento e poucos reais. Se estiver com outras pessoas para dividir, valea pena.

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