Safári na África do Sul: quanto custa e como é a experiência?

Safári na África do Sul
Pôr do sol no Pilanesberg Park

Fazer safári na África do Sul é o sonho de muitos viajantes. Nunca morri de vontade, porém, como visitaria a Cidade do Cabo, por que não ir também a Joanesburgo e ter a experiência completa?

Observar animais selvagens tão de perto é, indiscutivelmente, interessante e encantador. O javali de desenho animado que eu cansei de ver em “O Rei Leão”, de repente, estava ali na minha frente, a poucos metros rsrs. Mas confesso que me decepcionei em alguns momentos. Primeiramente, porque nem sempre o turista tem seu dia de sorte. Um game drive, como são chamados os tours naqueles carros abertos conduzidos por um guia, pode durar mais de duas horas sem trazer grandes recompensas. Eu fiz quatro desses e saí frustrada por não esbarrar com um leão e um elefante. Eis que surge o segundo ponto: a procura, por vezes, torna-se enfadonha. É um grande exercício de paciência. Por isso, se você não está suuuperempolgado para esse programa, recomendo aproveitar apenas um ou dois dias. Será o suficiente para ter a noção de como é fazer um safári na África do Sul.

O principal objetivo sempre é encontrar os Big Five: leão, rinoceronte, búfalo, leopardo e elefante. Mas claro que os outros animais, como girafas, antílopes, zebras, javalis e aves, não perdem o protagonismo. Todos com sua beleza singular.

Safári na África do Sul
Pilanesberg Park
Safári na África do Sul
Zebras no Pilanesberg Park
Safári na África do Sul
Búfalos no Pilanesberg Park

 

Agora, vamos à parte prática do safári na África do Sul. Uma opção é investir num resort em plena savana e aproveitar a estrutura de carros com guias especializados, aptos a conduzir tudo da maneira mais informativa possível. Outra alternativa é escolher uma acomodação mais barata dentro do parque e fazer tudo por conta própria, em seu veículo alugado. Abaixo, todas as dicas:

Quando ir?

Durante o inverno, o período seco, os animais saem mais para caçar e a vegetação não está tão densa. Por isso, a probabilidade de avistá-los é grande. No verão, a estação chuvosa, a mata fica exuberante, o que dificulta a observação. Porém, entre o final de novembro e o início de dezembro, dá para ver muitos animais selvagens recém-nascidos e aves migratórias.

Com relação à temperatura, os termômetros registram cerca de 25°C durante o dia, ao longo de todo o ano. No verão, ela pode passar dos 30°C. No inverno, as manhãs e as noites são bem geladas. Eu fui em julho e sofri um pouco com o frio de manhã cedinho e no início da noite, mas nada insuportável.

Então, essa é uma escolha muito particular. Reforçando: quanto mais diárias dedicar ao safári na África do Sul, maior a chance de entrar em contato com uma variada fauna. Se você ama fotografar, por exemplo, é um prato cheio.

Como chegar?

O Kruger Park é o mais procurado pelo turistas. Seu portão sul se localiza a cerca de 400km do aeroporto de Joanesburgo (OR Tambo). De carro, são, aproximadamente, quatro horas de viagem (você pode partir da Cidade do Cabo, claro, mas será muito mais desgastante). Basta seguir pelas estradas N12 e N4.

Também é possível chegar de avião. Para a parte norte do parque, use o Phalaborwa Airport. Para a central, Hoedspruit Eastgate Airport. E, para a região sul, o Kruger Mpumalanga International Airport (KMI). Consulte as companhias aéreas que oferecem voos.

A taxa de conservação diária do Kruger Park é de 328 rands (cerca de R$ 90) para adultos e 164 rands para crianças de até 12 anos (valores em 2018). O pagamento é feito no próprio local de hospedagem.

De outubro a março, os portões abrem às 5h30m. Mas esse horário pode variar de acordo com o hotel ou o acampamento, já que alguns têm entradas independentes. É caso de checar no momento da reserva.

Apesar da fama do Kruger, eu escolhi o Pilanesberg Park porque achei as opções de estadia mais em conta. Além disso, ele fica mais próximo do aeroporto de Joanesburgo: umas 2h40 de carro. Siga pela N4 West e vire na R556 em direção a Sun City. Ao se aproximar de Sun City, acesse a R510 e, finalmente, chegará aos portões da parte leste do parque. Se quiser ir para a zona oeste, depois de passar de Sun City, continue dirigindo pela R556.

No Pilanesberg também há portões separados para certos resorts. No meu caso, que escolhi o Black Rhino Game Lodge, foi preciso ir pela R565 na direção norte. E também rola recorrer a um avião e pousar no Aeroporto Internacional de Pilanesberg. É necessário acertar os detalhes do transporte com o staff do seu hotel. Paguei uma taxa diária de 90 rands (em 2017). Veja também os horários de abertura dos portões.

Como economizar no safári na África do Sul?

Quem não quer desembolsar muito dinheiro pode fazer o safári por conta própria. É só alugar um carro (veja as opções do nosso parceiro, RentCars) e escolher uma acomodação barata dentro do parque. Veja a lista dos chamados rest camps do Kruger, que são estruturas mais simples e ideais para grupos e famílias.

No Pilanesberg, também existe essa possibilidade: confira a relação dos locais. Eles também oferecem a opção de apenas um dia de safári, sem que seja preciso dormir no parque. No valor de 2.250 rands por pessoa (em 2018), estão incluídos o transfer ida e volta para Joanesburgo, dois game drives com duração de duas a três horas cada, além de um almoço leve (leia mais detalhes).

Hospedagem em resort

Eu, particularmente, achei que vale muito a pena investir num resort. Clique para ver a lista das opções mais sofisticadas do Kruger.

Como já mencionei, minha escolha para o safári na África do Sul foi o Black Rhino. O atendimento é impecável! (Reserve com nosso parceiro, o Booking. Você não paga nada a mais e o blog ganha uma comissão!). Além desse, há vários outros lodges disponíveis por lá (confira).

Aqui aproveito para contar como foi minha experiência. Os quartos do hotel são bem espaçosos e têm uma decoração de muito bom gosto. Eles ficam bem no meio da mata. Uma delícia. O hóspede conta com banheira, dois chuveiros internos, um chuveiro ao ar livre (mas ninguém consegue ver nada, fique tranquilo rs), duas pias, frigobar, cafeteira etc. Há ainda vários espaços comuns, como salas de descanso, piscinas e restaurante.

A diária custa 5.588 rands para duas pessoas, incluindo três refeições e dois game drives (valores para julho de 2018). Os passeios acontecem bem cedinho, por volta das 6h, e também no fim da tarde. Começávamos o dia explorando a savana e, durante o tour, havia uma pausa para um café da manhã, sempre em paisagens incríveis. Na volta ao hotel, um brunch delicioso ao ar livre, com alimentos preparados na hora, ao gosto do freguês. À tarde, outra refeição, um lanche farto. Até brigadeiro comi, que beleza! Durante o segundo game drive do dia, pausa para outro lanchinho em meio à natureza e, à noite, o jantar. Como o sistema é de buffett, cada um come o quanto quiser. Os garçons são muito simpáticos e atenciosos.

Os tours são feitos em carrinhos confortáveis e com um guia bastante treinado, que está atento a todos os riscos. Se estiver frio, ele oferece um agasalho ótimo (foto abaixo). É possível comprar bebidas antes de sair do hotel e ele leva tudo num cooler para o momento do lanche.

No último dia, como eu iria embora na madrugada, a equipe fez questão de preparar um lanche muito bem servido para que eu saboreasse no caminho. Que gentileza! Sem dúvida, foi uma experiência inesquecível (continue lendo sobre safári na África do Sul depois das fotos).

Safári na África do Sul
Quarto do Black Rhino Game Lodge
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Varanda do quarto no Black Rhino Game Lodge
Safári na África do Sul
Piscina do Black Rhino Game Lodge
Safári na África do Sul
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Safári na África do Sul
Safári na África do Sul

Safári na África do Sul

Hospedagem fora do parque

Há hotéis próximos do Kruger que podem ser mais econômicos. Dá para escolher acomodações em Hazyview, Hoedspruit, Nelspruit, White River e Phalaborwa. Então, é só se dirigir para o parque quantas vezes quiser, mas sempre respeitando os horários de entrada e saída. Caso contrário, pagará uma multa.

Malária

O Kruger é um dos dois parques nacionais sul-africanos situados em áreas de risco de malária. O outro é o Parque Nacional de Mapungubwe. Por isso, é muito importante estar atento à profilaxia antes da visita. Já o Pilanesberg se encontra numa região livre de malária.

 

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7 Responses

  1. Livia Zanon

    Quando fiquei 40 dias nas África do Sul, também fiz Safári na Cidade do Cabo. Foi incrível estar pertinho de animais que nunca tinha visto, parecia um filme…rs! Vale muito a pena o investimento, é uma experiência única!!

  2. Oscar | www.viajoteca.com

    A Africa do Sul deve ser um destino incrível. Ainda não tive a oportunidade de conhecer, mas espero fazer isso em breve. Eu já fiz um safari na India e foi uma experiencia inesquecível. Imagino que na Africa seja ainda mais legal. Obrigado por compartilhar suas dicas

  3. Ruthia Portelinha

    Já fiz um passeio numa reserva em Angola que, infelizmente, está muito pobre quanto à fauna desde os tempos da guerra civil. Só tivemos oportunidade de ver girafas, elefantes, muitos tipos de ímpalas e gnus. Ainda assim foi uma experiência incrível. Queria muito que o meu filho conhecesse esses animais no seu habitat natural, e não num zoo

  4. Suzy Freitas

    Olá, muito bom esse post! Sempre quis ter ideia sobre o custo do safári e como ele é realizado e seu artigo esclarece perfeitamente isso! Só fiquei com uma dúvida sobre o valor, porque a hospedagem está em moeda local. Você sabe quanto eu gastaria num resort (com as opções que você teve dos game e refeições) para três pessoas durante cinco dias? Também queria saber se você foi de avião da Cidade do Cabo para Joanesburgo e quanto custa a passagem? Se puder me responder, ficarei muito agradecida. Parabéns pelo post. Já vou salvar em meus arquivos de viagem.

    • De Boa na Trip

      Olá, Suzy. Eu não coloquei o valor em reais porque o câmbio está sempre variando, né? Mas atualmente 1 real equivale a mais ou menos 3,44 rands. No Black Rhino, a diária sairia por cerca de R$ 1.600 para duas pessoas. Eu paguei mais barato quando fui, mas, ainda assim, fiquei só dois dias, porque senão pesaria muito no bolso. Há muitas opções de lodges e cada um tem diferentes ofertas e tipos de quarto. Você pode escolher o que mais se adequa às suas necessidades (é só clicar no link com a lista aqui no post). E, sim, fui de avião de uma cidade para outra pela companhia aérea Fly Safair. Tem também a Mangoo e a South Africa Airways. Recomendo comparar os preços em cada uma.

  5. ADRIANA MAGALHAES ALVES DE MELO

    Fui pra lá agora em janeiro e AMEI totalmente o Kruger. Mas é isso: um exercício de paciência… Eu dei sorte de ver um leopardo do meu lado bem no início, mas depois o dia inteiro não voltamos a ver os grandes felinos

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