Febre amarela: como tirar o certificado internacional de vacinação para viajar?

Febre amarela
Certificado de vacinação contra febre amarela

O segredo de uma viagem tranquila é o bom planejamento. Certos países que você nem imagina exigem o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP), sejam eles  o destino final ou apenas o local de conexão/escala. Então, tanto quem já tomou a vacina contra febre amarela quanto aqueles que ainda não providenciaram têm que ficar de olho no passo a passo e nos prazos.

Vacina contra febre amarela:

Dirija-se a um posto de saúde do SUS ou procure os serviços de vacinação privados credenciados. Confira a lista completa dos locais AQUI (fique atento porque, nesta relação, há também postos da Anvisa, mas eles não realizam vacinação). Muito importante: os viajantes devem receber a dose padrão, não a fracionada. Para isso, é preciso comprovar viagem para países que pedem o certificado internacional. Basta apresentar, por exemplo, a passagem aérea.

A vacina contra febre amarela deve ser tomada no mínimo dez dias antes da viagem. Porém, a Anvisa esclarece que as vacinas atingem a proteção esperada em determinado período. Ele pode variar de dez dias a seis semanas. Portanto, vá o quanto antes.

É essencial também observar o cartão de vacinação. Ele deve conter as seguintes informações: nome completo, nome da vacina, data de vacinação, fabricante e lote da vacina, identificação da unidade de saúde e nome e assinatura do responsável pela aplicação. Eu, por exemplo, recebi um papel sem data e nem reparei. Quando fui tirar o certificado, tive que voltar ao posto de saúde para acrescentar.

Se você já tiver se vacinado há algum tempo, não precisará tomar novamente a vacina para emitir o certificado. A imunização vale para sempre e as doses anteriores a 2018 não eram fracionadas.

Países que exigem vacina:

A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem uma lista de todos os locais que exigem certificado. Existe uma relação mais simples, apenas com países que apresentam restrições; e outra mais detalhada, que oferece informações sobre todos os lugares do mundo. Na primeira listagem, aparecem Bolívia, Austrália, China, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Índia, Jamaica, Panamá, África do Sul e Venezuela, entre outros. Mas a Argentina, por exemplo, que não está nesse documento, aparece no mais completo. Isso porque a entrada no país não requer certificado, mas a vacina contra febre amarela é recomendada. Os dados estão bem atualizados, são de fevereiro de 2017.

Agendamento:

Para facilitar o processo, o ideal é realizar um pré-cadastro no site da Anvisa. Clique na opção “Cadastrar novo” e siga as orientações. Depois, é só fazer o agendamento no Centro de Orientação do Viajante onde o serviço estiver disponível. Confira a lista dos locais AQUI (é aquela mesma relação que citei lá no início do post). Dá para ser atendido sem agendamento, mas é sempre bom ligar para o posto de seu interesse para se informar com antecedência. O único local que tem agendamento prévio obrigatório é o do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.

Emissão:

Para pegar o certificado, é preciso comparecer ao local, já que o mesmo só é liberado mediante a assinatura do interessado. Além do cartão de vacinação contra febre amarela, é necessário levar o documento de identidade original com foto (RG, passaporte ou CNH). Por conta da alta demanda, recentemente a Anvisa determinou que se deve apresentar também o comprovante de viagem ou escala (passagem aérea, por exemplo) em países que exigem o CIVP. Assim, é possível estabelecer quem realmente está precisando do documento com urgência. O papel fica pronto na hora mesmo.

A apresentação da certidão de nascimento é aceita para menores de 18 anos. Aliás, eles não precisam estar presentes quando os pais ou responsáveis forem fazer a retirada.

Os certificados duram a vida toda, então, não é preciso renová-lo. Mesmo se estiverem vencidos, como é caso do meu. É uma determinação da OMS.

Quem não pode tomar a vacina da febre amarela:

Segundo a Anvisa, estão nesse grupo crianças menores de 9 meses; mulheres que amamentam crianças menores de 6 meses; pessoas com alergia grave a ovo; indivíduos que vivem com HIV e que têm contagem de células CD4 menor que 350; pessoas em tratamento com quimioterapia ou radioterapia; portadores de doenças autoimune; e pessoas submetidas a tratamento com imunossupressores.

Há também os que necessitam de uma avaliação médica antes de tomar a vacina. São eles: pacientes com imunodeficiência primária ou adquirida; indivíduos com imunossupressão secundária a doença ou terapias (quimioterapia, radioterapia etc); pacientes em uso de medicações anti-metabólicas ou medicamentos modificadores do curso da doença (Infliximabe, Etanercepte, Golimumabe, Certolizumabe, Abatacept, Belimumabe, Ustequinumabe, Canaquinumabe, Tocilizumabe, Ritoximabe); transplantados e pacientes com doença oncológica em quimioterapia; indivíduos que apresentaram reação de hipersensibilidade grave ou doença neurológica após dose prévia da vacina; pessoas com reação alérgica grave a ovo; e pacientes com histórico de doença do timo.

No caso de impedimento de receber a dose, o viajante deverá ter um Atestado Médico de Isenção de Vacinação escrito em inglês ou francês. A Anvisa disponibiliza um modelo de atestado, mas vale ressaltar que a pessoa pode apresentar um atestado com outro formato, desde que contenha as mesmas informações.

9 Responses

  1. brunabarbosa277065278

    Ótimo post. Todos tem que ficar atentos, pois em alguns países eles realmente checam o certificado e pode dar problema na entrada.

  2. Ruthia

    Engraçado, quando fui à China não me pediram o certificado de vacinação (embora eu já tenha tomado a vacina de febre amarela para ir a Angola). Um pequeno papel que faz toda a diferença. Vc sentiu afeitos secundários com a vacina?

  3. Luli

    Viajar é uma delícia, mas tomar vacina pra isso é um desafio pra mim! Já tomei essa, pena que já acabou a validade…

  4. Débora Resende

    Dica muito importante! Eu ainda não tirei o meu mas já quero providenciar, pois nunca se sabe quando vai precisar, né? Esses dias surgiu uma oportunidade repentina de ir ao Inhotim, e se ainda não tivesse vacinado eu não poderia ter entrado. Então, quanto mais prevenida, melhor! rs

  5. Aninha Lima

    Eu tomei há cerca de 10 anos para ir à Austrália e já ia tomar de novo, pois na época me explicaram que a validade era 10 anos!
    Agora fiquei na dúvida: se me deram o certificado é porque eu tomei a padrão?

    • De boa na trip

      Sim, Aninha. Eu tomei há séculos também. Significa que é a padrão. De pouco tempo pra cá é que surgiu essa opção da fracionada.

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