Salar de Uyuni: motivos para visitar – parte II

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Laguna Colorada

Olá, pessoal! Vamos à segunda parte do roteiro do Salar de Uyuni. Quem perdeu o post inicial pode clicar AQUI para ler.
No primeiro dia, conhecemos o cemitério de trens e a ilha Incahuasi. No seguinte, acordamos cedo, tomamos um café da manhã simples (pão, café, manteiga etc) e fomos visitar o vulcão de Ollague, que está ativo; as lagunas Cañapa, Hedionda, Chiarcota e Honda; e o deserto de Siloli, onde fica a famosa árvore de pedra. Lembrando que as refeições e o transporte estão incluídos no pacote.
As lagunas são lindas, cada uma com sua peculiaridade, mas, no geral, parecidas. A vista do vulcão é a mais sem graça, mas, ainda assim, bonita.

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Laguna Cañapa
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Laguna Hedionda
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Vulcão

É importante deixar dinheiro à mão durante o trajeto pelo Salar de Uyuni, pois há cobrança de entrada em certas áreas de proteção ambiental. Além disso, no caminho, surgem lojinhas de roupas e artesanato. Vale a pena comprar porque os produtos são baratos e têm qualidade. Adquiri meias e xales muito bons.
Após ir nesses pontos, pausa para o almoço à beira de uma das lagunas. Menu: macarrão parafuso com frango empanado. Estava bem gostoso. Ao fim da refeição, seguimos para o deserto. As formações rochosas são incríveis, sobretudo a árvore de pedra.
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Árvore de pedra
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Pausa para almoço

Já no fim da tarde, nos dirigimos a outro abrigo, que costuma receber vários turistas. Então, por falta de espaço, eu e minha amiga tivemos que dividir um quarto com o guia e um dos meninos do nosso grupo. As camas eram desconfortáveis e não havia chuveiro com água quente, como no alojamento em que ficamos no primeiro dia. Já a comida estava boa (macarrão e sopa).
Nesse local, o frio era tenebroso. Não conseguimos dormir a noite inteira, apesar das três calças, das três blusas (uma delas térmica) e dos dois casacões. Sem falar nos dois cobertores. Portanto, leve muita roupa de frio para o Salar de Uyuni, principalmente se for viajar nos meses de junho e julho. Ah, de novembro a março chove muito. Os guias não recomendam visitar nessa época.
Creio que não há como fugir da furada da hospedagem, pois a estrutura no Salar de Uyuni é precária e sobram poucas opções. Então, o melhor a fazer é escolher uma boa agência de turismo. Relembrando: fechei o passeio com a Buhos Tours.
No terceiro dia, acordamos às 4h. O objetivo era ver o dia nascendo e conhecer os gêisers, vapores de água que saem do solo. Pegamos um temperatura beeem tranquila de 20 graus negativos #sqn. É frio demais!!! Mas valeu o sofrimento, já que a paisagem é incrível.

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Águas termais

Em seguida, foi a vez das águas termais. Apesar de a temperatura estar bem mais amena (vai ficando bastante quente ao longo do dia), não me arrisquei no banho. Na sequência, vieram as lagunas Colorada, minha preferida, e Branca. Imperdíveis! A primeira fica dentro de um parque e, portanto, exige pagamento de entrada.
Depois da parada para o almoço, fomos ao Valle de Rocas, com rochas superdiferentes, e ao deserto de Salvador Dalí, bem interessante. Terminado o tour, nos dirigimos ao escritório da empresa de ônibus para esperar a saída para La Paz, às 20h (são dez horas e meia de viagem desde o Salar de Uyuni até a capital da Bolívia).

Resumindo: as vistas são fantásticas e você vai se impressionar. O tour de três dias é cansativo, pois o deslocamento é grande e rolam muitas paradas. Quem preferir pode chegar ao Salar de Uyuni já com um passeio fechado para o Deserto do Atacama. O menino do nosso grupo trocou de transporte na chegada às águas termais. Como já contei AQUI, é muito comum optar por esse combo para poupar tempo. Eu preferi fazer duas viagens separadas para aproveitar bem cada pedacinho.
*Viagem realizada em junho de 2014

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