Tudo sobre a Chapada dos Veadeiros, em Goiás – parte II

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Cachoeira Santa Bárbara

Continuando as dicas sobre a Chapada dos Veadeiros. Para recapitular, eis a minha programação:
Dia 1 – Catarata dos Couros e Vale da Lua (hospedada em Alto Paraíso)
Dia 2 – Almécegas I e II, São Bento e Loquinhas
Dia 3 – Cachoeiras Santa Bárbara e Capivara
Dia 4 – Raizama e águas termais (hospedada em São Jorge)
Dia 5 – Saltos
Dia 6 – Cachoeira do Segredo
Já falei de Couros e Vale da Lua. Quem ainda não leu pode conferir aqui.
Almécegas e São Bento:
Ficam dentro da Fazenda São Bento, localizada a dez minutinhos de carro de Alto Paraíso. A entrada custa R$ 30 e dá direito a visitar Almécegas I e II e São Bento. Quem preferir pode pagar R$ 10 e ir só à cachoeira São Bento. Não recomendo a segunda opção, pois é a queda d’água mais sem graça.

A trilha para Almécegas I tem 3km (ida e volta). A parte final é mais complicadinha, por se tratar de uma descida íngreme. Na volta, é preciso subir esse trecho, o que dá uma cansadinha. Mas, no geral, tudo bem tranquilo. O local é bonito, mas não tem tanto espaço para sentar e relaxar. Outro ponto negativo é a água, MUITO gelada. Entrei e saí no mesmo instante.
Bacana mesmo é a parte das piscinas naturais, situada num outro lado da mesma trilha. Lá sim rola ficar de boa e apreciar o visual, que é bem interessante. Achei melhor que a cachoeira em si.

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Almécegas I
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Piscinas naturais – Almécegas I

Já Almécegas II é de fácil acesso, por uma trilha curtíssima. Legal também, mas nada de cair o queixo. Dá para curtir a cachoeira sentado nas pedras, tomando um banho delícia.

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Almécegas IIIMG-20160612-WA0026

Por fim, São Bento. Por se localizar logo na entrada da fazenda, a cachoeira fica bem cheia e sem espaço para sentar. Não curti muito. Pelo menos a extensão do poço é grande e tem lugar para todo mundo na água.
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Loquinhas: fica bem perto do centrão de Alto Paraíso, onde se situam hotéis, bares e restaurantes. Achei o preço da entrada caríssimo considerando o que é oferecido. São R$ 22 para visitar vários poços. A maioria é caidinha. Destaque para Vovó e Xamã. Esse último é bem verdinho, com aquela água transparente. Quando fui, o dia não estava ensolarado. Imagino que, nessas condições, o local deve ficar ainda mais lindo.
A trilha é moleza. Nem se pode chamar de trilha, na verdade. É só andar por pontes de madeira e ir subindo escadas.

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Poço Xamã
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Poço Vovó

Santa Bárbara:
A cachoeira Santa Bárbara é aquela que você já cansou de ver em fotos nas redes sociais e que se tornou símbolo da Chapada. Com toda razão. É realmente maravilhosa. Fiquei bastante impressionada.

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Santa Bárbara

Para chegar, tem que enfrentar chão. Essa atração fica em outra cidade, Cavalcante. São duas horas e pouca de carro desde Alto Paraíso. Estrada asfaltada até lá e depois muita terra. Saindo de São Jorge, são 35km a mais. Portanto, programe-se para fazer esse passeio partindo de Alto.
É obrigatório contratar guia. Fui com River Mello, que encontrei no Instagram. Ele é ótimo! A diária é R$ 150, mas, para Santa Bárbara, por ser mais distante, sai a R$ 180. Fomos quatro pessoas e cada uma pagou R$ 45. Quem quiser economizar pode escolher um dos guias que ficam na entrada da comunidade quilombola, onde se localiza a bilheteria. Parece que cobram R$ 70, mas não sei a qualidade do serviço. E o ingresso sai a R$ 20 por pessoa.
Antes de entrar na trilha há um trecho em que é preciso atravessar um rio. Como o carro era alugado e 1.0, preferimos não arriscar e fomos de pau de arara. O preço é R$ 10 (ida e volta). Avalie antes se seu veículo é adequado para isso, pois assim não precisará gastar grana à toa.
Finalmente, são 2,5km (ida e volta) de trilha de nível fácil. Antes de acessar Santa Bárbara, passamos pela Barbarinha, igualmente encantadora. Dá para saltar de uma pedra (dois ou três metros de altura) e fazer fotos bem bonitas. Mas a estrela é mesmo a maior cachoeira, com suas águas de um tom azul esverdeado. Imperdível.

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Barbarinha
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Barbarinha
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Santa Bárbara

 Capivara:
Fica pertinho da Santa Bárbara e está incluída nos R$ 20. É preciso voltar à entrada, pegar o carro e ir a outro canto. Só leva alguns minutinhos. Quase ninguém fala dessa cachoeira, que é bem legal. A trilha tem só 800 metros (ida e volta), mas achei terrível. Mais e mais pedras, subidas e descidas complicadas. Fiquei cansada de ter que calcular todos os meus passos para não me esborrachar. Imagino que quem está acostumado não terá dificuldade, mas deixo o aviso. A cachoeira chama a atenção e tem uma parte de piscina natural com uma vista linda.

Depois de um tempinho lá, fomos para o almoço na comunidade quilombola. É bom deixar encomendado umas três horas antes da refeição. Fizemos isso quando estávamos a caminho da Capivara. Servem galinha caipira, arroz, feijão, farofa, abóbora, aipim frito e salada por R$ 25. A comida é muito saborosa.
No terceiro post, vou contar sobre as outras atrações. Aguardem!

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