
O Parque Estadual do Guartelá é uma das riquezas do Paraná e está localizado na região de Tibagi. Tem trilhas fáceis e atrativos deslumbrantes. Confira as dicas para aproveitar bem o passeio.
Como chegar:
Saí do centro de Ponta Grossa. De carro, leva cerca de 1h30. Basta seguir pela PR-151 e depois acessar a PR-340 (o parque fica no KM 247). Guiando-se pelo GPS, dá para chegar sem dificuldade. Há um pedágio na PR-151, no valor de R$ 10,30. As estradas, no geral, são boas, mas é preciso ficar atento aos seis quilômetros finais do percurso, pois há alguns buracos mais perigosos.
Rola ir de Curitiba também, mas o caminho é bem mais longo: mais ou menos três horas de carro. Basta seguir pela BR-376 e depois percorrer o trajeto que mencionei acima.
Horários:
O parque funciona de quarta-feira a domingo, das 9h às 16h30, e em todos os feriados nacionais (mesmo que caiam na segunda ou na terça). A entrada é gratuita. Vale lembrar que é proibido acampar e fazer churrasco no local. Também não é permitida a entrada de animais domésticos.
Trilhas do Parque Estadual do Guartelá:
Fiz a trilha básica, que tem cerca de 5km (ida e volta) e dispensa guia. Para conhecer tudo com calma, recomendo reservar pelo menos duas horas.
Depois de dar meus dados na portaria e receber orientações de um funcionário, dei início ao passeio.
O caminho começa com uma descida um pouquinho íngreme numa via com paralelepípedos. Depois, vem um trecho bem curto numa mata e logo surgem passarelas de madeira (também uma descida). A estrutura é excelente e acredito que pessoas de qualquer idade não terão problemas. De qualquer forma, o parque disponibiliza veículos para transporte de idosos e obesos.
Resolvi seguir direto até o fim da trilha e parei primeiramente no mirante, de onde se tem uma visão espetacular do Cânion do Rio Iapó (também chamado de Cânion Guartelá). O primeiro atrativo que surge no caminho verdade são os Panelões do Sumidouro, mas escolhi deixá-los por último, como explicarei adiante.


Do mirante, desci até um ponto bem próximo, de onde é possível apreciar mais de perto a Cachoeira da Ponte de Pedra. Ela tem esse nome por causa da parte plana que divide a queda d’água em duas (foto abaixo). Acho que rolaram muitos acidentes e o banho na área foi proibido. Inclusive há sempre um funcionário de olho para evitar que as pessoas se aproximem.

Por fim, fui voltando e parei, então, nos panelões. São grandes buracos que recebem água da cachoeira. A natureza não cansa de surpreender! Recomendo seguir essa ordem porque depois é preciso encarar toda a subida do retorno. Então, é melhor matar o calor antes, né? E pode entrar sem medo, viu? O poço não é fundo: a água bate na cintura. Para subir, é um pouco mais complicado para quem é meio atrapalhado, como eu. É preciso firmar os pés na pedra e usar o cabo de aço (vejam na imagem aí embaixo) para dar impulso e sair. Ah, e fiz todo o percurso de tênis, mas daria para usar chinelos tranquilamente.


Existe ainda uma outra trilha, que só pode ser feita com guia e caso não haja chovido dois dias antes ou no dia da visita. Além de tudo o que foi citado acima, o visitante poderá ver pinturas rupestres. Eu, particularmente, acho que não vale muito a pena.
Hotéis:
Quem preferir pode se hospedar em Tibagi para economizar tempo. Eu acho que a estrutura de Ponta Grossa é muito melhor (tem bastante comércio e vários hotéis por lá), mas deixo aqui uma das opções recomendadas pelo site da prefeitura de Tibagi: Hotel Itagy
Em Ponta Grossa, fiquei no Astron Ponta Grossa Plaza e adorei. Atendimento impecável e ótimo quarto. Em ambos os casos, basta clicar no nome do hotel e já fazer sua reserva no site do Booking .
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