Deserto do Atacama, no Chile: viagem imperdível – parte II

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Pedra do Coyote, no Vale da Lua

Conforme prometido, eis a segunda parte sobre as atrações turísticas do Deserto do Atacama. Como já contei aqui, no primeiro dia fui à Laguna Cejar. No segundo, fiz o passeio “Lagunas Altiplanicas y Salar de Atacama” com a agência Colque Tours. A saída geralmente acontece por volta das 8h e a van (ou ônibus) passa pelas pousadas e hotéis. Vale alertar que o transporte dessa empresa não é dos melhores, com veículos um pouco mal conservados, mas nada que comprometa.
Primeiro, fizemos uma parada para um café da manhã bem básico, que está incluído no preço. Em seguida, fomos às lagunas Miscanti e Miñiques. Na véspera, recomendaram não ingerir muita bebida alcoólica para não passar mal por conta da altitude: são mais de quatro mil metros. Tudo transcorreu sem problemas e foi maravilhoso. Custei a acreditar que estava naquele lugar completamente isolado e lindo. Parecia uma pintura.
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Lagunas Altiplanicas

As próximas paradas foram o Salar de Atacama (cobram entrada, por volta de 5 mil pesos, um valor tranquilo) e o Pueblo de Toconao. O salar é bem interessante, e o povoado, uma graça, super acolhedor. Além das atrações previstas nos roteiros, os guias param ao longo do trajeto para quem quiser fazer fotos.
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À noite, foi a vez do tour astronômico. Estava um frio terrível e acabou sendo uma experiência frustrante. Fechei novamente com a Colque Tours e meu grupo foi levado para o meio do deserto, num breu completo. É inebriante olhar aquele céu estrelado, livre de qualquer poluição. Contudo, conforme o tempo passa, tudo vai ficando sofrido. Além disso, o guia me pareceu completamente despreparado, não transmitia as informações com firmeza. Depois, vim a descobrir que existe um passeio oficial, que transporta os turistas até a casa de um gringo, profundo conhecedor do tema e que oferece uma boa estrutura. Portanto, fujam das furadas e pesquisem esse tour sério por lá.
No terceiro dia, o destino foi Geysers del Tatio. A saída é às 4h, naquele frio esperto. Nesse lugar, é possível ver vapores saindo do solo, um fenômeno incrível. O tour inclui café da manhã (não espere muito) e eles esquentam o leite e a água numa poça (foto abaixo). Bem louco! Aliás, esse passeio e o das lagunas são os únicos que incluem uma refeição. Portanto, leve sempre água e sanduíche, biscoito ou barrinha de cereais na mochila.
Mais tarde, rolou uma visita aos Baños Termales. Muita gente se arrisca, como vocês podem ver pela imagem, mas me faltou força para tirar a roupa naquela friaca. Ah, também tem que pagar uma entrada simbólica lá.
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Finalmente, o quarto dia foi dedicado ao seguinte roteiro: Vale da Morte, Vale dos Dinossauros, Estátuas de Sal Las 3 Marías, Cavernas de sal e Vale da Lua. Desse último, aprecia-se um belíssimo pôr do sol na Pedra do Coyote (primeira foto do post). O tour sai à tarde, por volta das 16h, e é o que tem custo mais baixo. Para mim, foi o melhor de todos. É cobrada uma entrada também.
As paisagens são impressionantes. Sei que estou sendo repetitiva, mas tudo no Atacama me impressionou. Não deixe de visitar! No Vale da Morte, é preciso dar uma boa caminhada e há umas partes bastante estreitas. Quem tem medo de altura pode não ficar muito à vontade. Já as estátuas não têm muita graça, mas o entorno delas, sim. É um mundo de sal. Bem legal. No Vale da Lua, ver o sol indo embora sentado na Pedra do Coyote é demais! Em todos os pontos, dá para garantir aquelas fotos que causam nas redes sociais 😉
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Vale da Lua
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Vale da Morte

Essa é uma viagem que pode ser feita por quem está sem companhia. Por causa dos tours, dá para conhecer gente nova. Sem contar que a cidade é muito tranquila, não oferece qualquer risco. Outra questão: muita gente opta por conhecer o Atacama depois de passar pelo Salar de Uyuni, na Bolívia. Várias empresas vendem esse pacotão. É uma boa opção para quem quiser ir a dois lugares incríveis de uma vez só. Eu resolvi ir a cada país separadamente. Foi mais oneroso, sem dúvida, mas, por outro lado, bem menos cansativo. E acho mais válido conhecer tudo com calma, sem aquele ritmo de gincana.

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