Colômbia: onde ficar?

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Piscina do hotel San Lazaro Art Lifestyle, em Cartagena

Nada mais desanimador numa viagem do que uma hospedagem furada. Para ajudar os viajantes que têm a Colômbia na lista dos destinos desejados, vou contar aqui como foi minha experiência nos hotéis de lá.

Cartagena:

Estou acostumada a trips bem econômicas e geralmente bombo nos albergues. Porém, desta vez, decidi ostentar para ver como era. Em Cartagena, escolhi o San Lazaro Art Lifestyle, este aí da foto acima. Gente, que hotel mara! Estrutura impecável; quarto enorme com decoração moderna e clean; ótimo serviço de limpeza; e piscina de babar, com vista para o Castillo San Felipe de Barajas, uma das principais atrações turísticas de lá.
Embora se localize fora da cidade murada, onde todo mundo diz que é bom se hospedar, o hotel é muito bem situado. De um lado, o castelo e, de outro, o Mall Plaza El Castillo, um shopping ótimo, com opções baratas para comer, como Mc Donalds, e até um supermercado, onde comprei água e cerveja para economizar. De lá para a cidade murada, o grande point de Cartagena, são uns 15 minutos caminhando. Ou cerca de 8.000 COP (pesos colombianos) de táxi.
A equipe do San Lazaro é muito atenciosa. Na área da piscina, são oferecidas toalhas para maior conforto dos hóspedes. O café da manhã é farto (ovos mexidos, salgados, pães, queijo, presunto, frutas, iogurtes, panquecas etc). Além disso, há um menu extenso de lanche e refeições, mas com preços meio caros.
Quem quiser pode pesquisar também Don Sancho e Las Carretas, que ficam na parte amuralhada. Me recomendaram quando eu estava planejando a ida à Colômbia.
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A suíte
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Vista do hotel (bege e branco) de dentro do castelo

San Andrés:

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Área externa do Le Castel Blanc

Em San Andrés, na Colômbia, é importante se hospedar na orla da praia Spratt Bight ou perto dela. No calçadão, há várias opções para alimentação, além de bares animados. Você também pode ficar próximo ao Muelle Toninos, onde estão os melhores restaurantes, como o famoso La Regatta. Nos dois pontos, há oferta de ônibus que seguem para os principais pontos turísticos da ilha. Quem pensa em fechar um hotel em Punta Sur ou em outros bairros distantes desses locais que citei deve rever os planos. Você ficará isolado e refém de carro ou ônibus. Perrengue!
Os hotéis da orla são bem caros se considerarmos que a estrutura não é tão maravilhosa. Escolhi o Le Castel Blanc, que fica a aproximadamente cinco minutos de caminhada do aeroporto e a dez da parte mais movimentada do calçadão. Portanto, evite o táxi ao sair do aeroporto. Acabei pagando cerca de 10.000 COP por uma distância que poderia ter sido percorrida tranquilamente a pé.
O hotel é limpo e tem quartos confortáveis, embora pequenos. O banheiro é bom. A piscina é um dos pontos altos, uma delícia. Não sei se é um problema do Castel ou da ilha no geral, mas a água do chuveiro e das torneiras é salgada. No começo, estranhei, mas depois dá para acostumar. Por fim, o café da manhã é satisfatório, com pão, queijo, presunto, ovos mexidos, sucos, café, iogurtes e frutas.
Não curti muito do atendimento da recepcionista da manhã, sempre muito atarefada e sem paciência. O pessoal da noite é mais solícito. É possível reservar lá mesmo os passeios e alugar carrinho de golfe. Se você estiver com grupo grande, vale a pena usar o carro. Para casal, sai muito caro. Consegui conhecer a ilha toda fechando tours de barco e pegando ônibus.
Mais opções: Casablanca e os hotéis da rede Decameron, que têm sistema all inclusive.
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Providencia:

Como adiantei no post sobre Cayo Cangrejo, me hospedei na Jasmina Place, em Providencia. Como ia passar apenas um dia lá, preferi economizar e escolher algo mais em conta. A pousada fica a uns cinco minutos de carro do Muelle Departamental, aonde chegam os barcos vindos de San Andrés.
Jasmina é uma anfitriã incrível e tratou logo de mostrar o mapa da ilha e indicar a melhor forma de ir a Cayo Cangrejo. A entrada da pousada é caída, portanto, não se deixe levar pela primeira impressão. Mas também não espere uma estrutura incrível. O quarto é bastante simples, com um decoração de gosto duvidoso, mas bem equipado. Tem frigobar, ar-condicionado, mesa e wi-fi. O café da manhã é básico: pão com queijo e presunto, fruta, suco e chá. Pelo preço barato, é vantajoso. No final, Jasmina fez questão de dar uma carona esperta até o muelle. Como não amar?
A pousada fica em Pueblo Viejo, sem nenhum estabelecimento por perto. Aguadulce e Maracaibo têm algumas opções de restaurantes. Cada ponto fica muito distante do outro, então, é preciso utilizar carro. Se for ficar pouco tempo, recorra aos táxis mesmo. Caso não, é melhor alugar um veículo. O pessoal dos hotéis pode ajudar nisso. Aliás, me pareceu que o hotel Deep Blue é interessante. Eles têm um deque com uma vista linda para Cayo Cangrejo. #ficaadica
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Obs.: Viagem feita em março de 2016

11 Responses

  1. Vanessa

    Vou para San Andres mes que vem e queria saber se vale a pena passar o dia em providência, ví que o aéreo para lá está “caro”.

    • De boa na trip

      Sim, vale, mas é corrido. Peguei o catamarã bem cedo. A viagem dura umas cinco horas. Cheguei lá no início da tarde e fui direto conhecer Cayo Cangrejo. Depois voltei para a pousada e, na manhã seguinte, conheci mais um pouco de Providência. Peguei o barco no mesmo dia, à tarde. E a viagem de barco é bem ruim para quem enjoa. Tem post sobre Cayo Cangrejo aqui com todos os detalhes, desde a saída de San Andrés. Dá uma lida também 🙂

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