Mochilão pelo Peru: como organizar? – parte I

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Plaza de Armas

Um dos meus grandes lemas é: ninguém precisa pagar uma fortuna para conhecer lugares belíssimos. Isso se encaixa perfeitamente no caso do Peru, que tem cidades incríveis. Meu roteiro: Cusco, Machu Picchu, Arequipa e Chivay.
A conversão de moedas no país (real para soles peruanos) é praticamente um para um, uma vantagem. Além disso, os preços por lá são bem razoáveis. Portanto, dá para comer bem e fazer os tours sem estresse.
Comecei meu mochilão por Cusco, cidade localizada a mais de três mil metros acima do nível do mar. Primeira e importantíssima dica: sim, o tal papo da aclimatação é sério. Já disse aqui que sou uma pessoa sedentária. Cheguei à cidade querendo visitar tudo e andei muito. Além disso, consumi bebida alcoólica. Resultado: à noite, me senti mal. Nada legal, gente! Então, muita calma no primeiro dia.
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Me hospedei no Loki Hostel, que inclusive tem uma filial em La Paz. No check-in, você ganha um cartão fidelidade. Então, se ficar em mais de um hostel da rede durante a viagem, terá benefícios, como descontos, camisetas ou drinques grátis, por exemplo.
Escolhi um quarto duplo ótimo, com banheiro privativo (cerca de 30 dólares por dia, em 2014). A área comum é excelente: bem limpa e com um bar animado, onde há opções baratas de comidas e bebidas. O único problema é a localização: o hostel fica bem no alto. Então, é preciso subir uma baita escadaria.
Um parênteses: vale a pena permanecer três dias em Cusco, sendo um deles dedicado a ir a Machu Picchu. Isso, claro, se você for optar pela forma mais fácil de chegar lá (confira o post). Se escolher a trilha inca, são mais três dias, pelo menos.
No Loki, há também uma agência de turismo, que oferece um passeio por dez dólares (excluindo os ingressos). Um guia leva um grupo para explorar a cidade a pé e de ônibus. É eficiente, econômico e divertido. O tour começa depois do almoço, por volta das 13h. A primeira parada é a lindíssima Plaza de Armas, onde fica a Catedral de Cusco. Quem quiser entrar na igreja precisa pagar 25 soles (2016).
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Depois, vem Qoricancha, o Templo do Sol, um dos mais importantes complexos arqueológicos sagrados dos incas. O ingresso custa 10 soles. É bem interessante, recomendo. Em seguida, uma das principais vias da cidade, a Avenida El Sol. De lá, um ônibus vai para Sacsayhuaman, uma fortaleza inca bem linda. Na rota ainda, Tambomachay, um sítio arqueológico destinado ao culto à água. Por fim, Puca Pucara e Q’enqo.
Não visitei os três últimos locais, mas parecem ser bem bacanas. Quando fui, o hostel disponibilizava o free walking tour, totalmente gratuito e sem ônibus, que incluía no roteiro também o Mercado de San Pedro (abaixo) e o Museu do Chocolate, outros dois porntos turísticos bastante procurados.
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Ao redor da Plaza de Armas e nas ruas próximas, é possível encontrar vários restaurantes e pubs, além de lojinhas cheias de produtos típicos. Recomendo o Norton Pub, que tem jogos, como sinuca e dardos, e fica sempre cheio. Não deixe de experimentar a cerveja Cusqueña. Além disso, procure ir à boate Mama Africa, a mais famosa de lá. Pura animação!o
Nos próximos posts, Arequipa e Chivay.
Obs.: Viagem feita em junho de 2014
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9 Responses

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