Ninho da Águia (Eagle’s Nest), antigo refúgio de Hitler, é um ponto turístico interessante na Alemanha

postado em: Berchtesgaden | 1
Ninho da Águia
Ninho da Águia

Durante minha passagem pela Alemanha, conheci a região de Berchtesgaden, onde se localizam dois dos mais belos lagos do mundo, o Obersee e o Konigssee, e também o Ninho da Águia (Eagle’s Nest ou Kehlsteinhaus), antigo refúgio do ditador nazista Adolf Hitler. Apesar do passado triste, é lindo e merece a sua visita.

História:

As obras do Ninho da Águia foram concluídas em 1938, depois de um ano, e envolveram três mil trabalhadores. Além dele, quase não existem mais construções originais do Terceiro Reich. Nesse local, foram arquitetados vários planos durante a Segunda Guerra Mundial. Hoje, está em funcionamento ali um restaurante. Segundo relatos históricos, foram encontradas cerca de 500 mil garrafas de vinhos franceses no Ninho da Águia, obtidas durante a invasão alemã à França. Em resumo, o lugar respira História, né?

Como chegar:

Recomendo sair de Salzburgo, na Áustria, já que a viagem de carro dura só uns 25 minutos (de Munique, na Alemanha, são aproximadamente duas horas). Basta acessar a B150, depois a B160 e, finalmente, a B305. Você vai parar no estacionamento do Dokumentation Obersalzberg (não sei o preço, infelizmente). De lá é obrigatório pegar o ônibus da empresa que administra o Ninho da Águia, já que não é autorizado o tráfego de veículos particulares pela estrada que leva ao topo. O transporte está incluído no ingresso.

Eu resolvi ir de ônibus desde Salzburgo porque o transporte público funciona muito bem e é desnecessário alugar um carro na cidade. Me hospedei no ótimo Motel One Salzburg Süd, na rua Alpenstrasse, e peguei um veículo da linha 840 nessa mesma via, no ponto H, em frente à loja
DanKüchen. Custou 10,20 euros ida e volta (valor em agosto de 2018). É preciso seguir até o ponto final, um terminal em Berchtesgaden. O percurso foi feito em mais ou menos meia hora. De lá, optei pelo 838 e saltei no Dokumentation Obersalzberg. Mais 12 minutos, aproximadamente.

Quando descer, atravesse a rua, desça as escadas do lado da parada de ônibus, vire à direita e vá até o fim do estacionamento para encontrar a bilheteria (fotos abaixo).

Desça as escadas e siga até as bandeiras azuis, lá no fundo
A partir daqui, siga para a bilheteria

Aqui vale um parênteses. Eu fui ao Ninho depois de fazer um passeio de barco pelo lago Konigssee (clique para ler todos os detalhes). Quem quiser seguir esse roteiro precisa pegar o 840 até o terminal, depois o 841 até Konigssee, o mesmo 841 de volta ao terminal e, finalmente, o 838 rumo a Obersalzberg.

Por fim, para os que gostam de caminhar, rola fazer uma trilha desde a bilheteria até o Ninho, mas você vai gastar cerca de duas horas e meia. Caso se canse, é possível retornar no ônibus da empresa.

Horários e preços:

O local só abre durante o verão, de meados de maio até o meio de outubro, e só se as condições climáticas estiverem favoráveis. O horário de funcionamento é das 8h30 às 17h30, diariamente. Aliás, se perceber que há muitas nuvens, melhor reavaliar o tour. Eu por pouco não peguei o céu todo encoberto, como fica claro nas fotos.

Os ônibus saem a cada 25 minutos, a partir de 8h55. O último sobe às 16h e desce às 16h50. São 15 minutos até o topo. Eu peguei esse porque demorei no passeio do Konigssee. Ou seja, tive pouquíssimo tempo lá em cima: cheguei às 16h15 e tive que sair às 16h50. Mas deu certo e valeu a pena. Caso vá mais cedo, é preciso marcar no ingresso o horário de retorno. É bom reservar, no mínimo, uma hora para conhecer com calma.

O ingresso custa 16,60 euros por pessoa (com ônibus e elevador, como explicarei adiante). Crianças de até 14 anos pagam 9,60 (valores em abril de 2019). Ah, e os recursos obtidos com a venda dos ingressos são destinados à caridade. Legal, né?

O Ninho da Águia:

Ninho da Águia
Túnel que segue até o elevador, pelo qual se chega ao Ninho da Águia

O Ninho da Águia está a 1.834 metros de altura. Depois de descer do ônibus, caminhei por um túnel gelado de 124 metros de comprimento. Em seguida, cheguei a um elevador dourado, de 1938, que não pode nem ser fotografado. É uma relíquia. Finalmente, acessei o topo. A vista panorâmica, num raio de 200 quilômetros, é de tirar o fôlego. Não consegui parar no restaurante para provar algum prato típico alemão, mas o ambiente é bem simpático.

Também faltou tempo para visitar o centro de documentação, na bilheteria, e saber mais sobre o que ocorreu no Ninho da Águia anos atrás. A exposição parece ser interessante.

Para terminar, uma última dica: fique atento aos horários dos ônibus. O operado pela empresa do Ninho da Águia sai pontualmente. Então, apesar de ser muito fácil se distrair com a paisagem, olho no relógio rs. O mesmo vale para os outros ônibus do trajeto. No terminal de Berchtesgaden, há um painel enorme com todos os horários em dias úteis e nos finais de semana. Tudo detalhado, para ninguém colocar defeito. Se não me engano, no ponto de Obersalzberg também rola uma listinha.

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