Rota dos Alpes: conheça Alpspitze, linda montanha da Alemanha, no verão

Rota dos Alpes
Rota dos Alpes: plataforma AlpspiX

Além de Zugspitze, a montanha mais alta da Alemanha, Alpspitze, na Rota dos Alpes, é outro ponto turístico interessantíssimo do país. Desde a plataforma AlpspiX, é possível observar toda a sua beleza. Fui em agosto, durante o verão, e tive uma ótima experiência. É uma excelente opção de passeio a partir de Munique.

Como chegar:

Alpspitze e Zugspitze ficam lado a lado e a forma de chegar a elas é a mesma. Saí de Munique e fiz os dois passeios no mesmo dia. Deu para conhecer tudo, mas foi um pouquinho corrido. Se quiser percorrer os lugares com calma e investir em trilhas, melhor ir em dias separados. Leia o post em que dou os detalhes sobre Zugspitze e saiba como chegar à bilheteria, em Garmisch-Partenkirchen, a pouco mais de uma hora de Munique. Eu fui de ônibus, mas também dá para usar o trem. E os que estiverem de carro encontram estacionamentos nos pontos indicados com “P” no mapa abaixo.
Rota dos Alpes
Mapa de Zugspitze e Alpspitze, na Rota dos Alpes

Preços:

Para visitar Alpspitze, é preciso comprar o bilhete Garmisch-Classic, que custa 27 euros. Há preços especiais para famílias. Rola ainda adquirir o combo Zugspitze + Garmisch-Classic por 67 euros. Neste caso, o visitante deve fazer um passeio logo no dia da compra e o outro num dia a ser escolhido durante a temporada. Ou os dois no mesmo dia, claro. Esses são os valores do verão de 2018. Não enfrentei filas na bilheteria e acho que não vale a pena comprar o ingresso on-line. Até porque o ideal é ir acompanhando a previsão do tempo para não se deparar com um céu totalmente encoberto, né?

O passeio:

A partir da bilheteria, basta pegar o trem cremalheira até a estação Kreuzeck-Alpspitzbahn, de onde sai o teleférico Alpspitzbahn, bondinho que leva o visitante a Osterfelderkopf, ponto de partida para várias trilhas e para AlpspiX, a plataforma de observação de Alpspitze. Esses transportes estão incluídos no valor do ingresso.

No meu caso, fui primeiro a Zugspitze. Peguei o trem para o lago Eibsee, onde fiz uma rápida parada (gostaria de ter ficado mais tempo, por isso falei acima sobre realizar um passeio por dia dia). De lá, usei o teleférico para o topo. Depois de explorar Zugspitze, desci novamente de teleférico até Eibsee e tornei a entrar no trem, desta vez com destino Kreuzeck-Alpspitzbahn, de onde parte o Alpspitzbahn. Pelo mapa acima, dá para entender como funciona a rede. Note que, se você comprar apenas o ingresso para Alpspitze, não poderá chegar nem ao lago. A última parada, como mostra o desenho, é em Grainau. Eu, sem dúvida, recomendo o pacote completo.

Osterfelderkopf fica a 2.050 metros de altitude. A partir desse ponto, é possível percorrer a “Gipfel-Erlebnisweg – Summit Adventure Trail”, ideal para famílias, idosos e sedentários. Isso porque o circuito tem apenas 700 metros. Ele se inicia ao lado da estação do teleférico. O destaque do trajeto fica por conta, evidentemente, da AlpspiX. Em alguns trechos, essa plataforma tem piso vazado. Para os que morrem de medo de altura, é um desafio (não foi o meu caso porque adoooro rsrs). Neste local, funciona um restaurante a céu aberto supergostoso. Depois de andar na plataforma, aproveitei para relaxar tomando uma caneca de um litro de cerveja e admirando a paisagem.

Outra opção de trillha é a Pleasure Adventure Trail, com três quilômetros de extensão, que vai dos elevadores de Alpspitzbahn até a estação do Kreuzeckbahn. O caminho é cheio de paisagens lindas e ainda conta com uma área de descanso com espreguiçadeiras e balanços.

Saindo do Osterfelderkopf, você pode também descer caminhando até Hochalm e, de lá, pegar o teleférico Hochalmbahn para voltar. Ou, se quiser subir a pé, leva cerca de uma hora. De Hochalm, rola continuar descendo por trilha até a estação Kreuzeckbahn por 30 minutos. Neste ponto, fica o charmoso café Kandahar 2. Daí é só pegar o trem cremalheira para Kreuzeck-Alpspitzbahn. Aqueles que curtem trilhas mais extensas devem consultar o guia do Garmisch-Classic, com várias opções.

Não se preocupe em decorar vários nomes, pois pelos mapas que entregam na entrada é fácil se localizar. Sem contar que a sinalização é impecável. Sobre as horas gastas em Zugspitze e Alpspitze: cheguei a Garmisch às 8h45 e saí de lá às 16h30. Parece bastante, mas você acaba nem percebendo a tarde chegar. Sem contar que os deslocamentos de trem e teleféricos tomam tempo, né? Para os trilheiros com certeza não será suficiente.

Rota dos Alpes
Rota dos Alpes: AlpspiX
Rota dos Alpes
Rota dos Alpes: plataforma AlpspiX
Rota dos Alpes
Alpspitze, na Rota dos Alpes. À esquerda, o restaurante próximo à plataforma AlpspiX e, ao fundo, o circuito de 700 metros.
Rota dos Alpes
Rota dos Alpes: restaurante em Alpspitze

Horários:

O Alpspitzbahn opera de março a junho, das 8h30 às 17h; de julho a setembro, das 8h às 17h30; e de outubro a fevereiro, das 8h30 às 16h30m. A viagem dura nove minutos e é feita a cada 30.

A volta:

É extremamente necessário ter em mãos o folheto entregue na bilheteria com os horários do trem e dos teleféricos. As partidas são pontuais e, se você perder, terá que esperar um bom tempo. As saídas do trem cremalheira acontecem apenas de hora em hora, por exemplo. Isso acabou me prejudicando. É que, na volta, peguei um teleférico errado por falta de atenção (em vez de descer de Osterfelderkopf para Kreuzeck-Alpspitzbahn, desci para Hochalm e tive que esperar para subir de novo para Osterfelderkopf) e não conseguiria entrar no trem a tempo de estar em Garmisch na hora de saída do meu ônibus para Munique. Por sorte, bem na descida do teleférico, onde passa o trem, existe um ônibus que leva ao centrinho de Garmisch. Custa 2,20 euros. Portanto, salvou a pátria! rs

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