Rota dos Alpes: conheça Zugspitze, a montanha mais alta da Alemanha

 Zugspitze
Glaciar em Zugspitze

Engana-se quem pensa que a Alemanha não é um bom destino para os amantes da natureza e das trilhas. Uma ótima opção de passeio bate e volta a partir de Munique é para a montanha mais alta do país, chamada Zugspitze, a 2.962 metros de altitude. Esse ponto faz parte da famosa Rota dos Alpes.

Como chegar:

As estações de trem e de teleféricos rumo a Zugspitze ficam na cidade de Garmisch-Partenkirchen, localizada a quase 90km de Munique. Viajei de uma cidade a outra com o FlixBus, pois resolvi não alugar carro em Munique, já que o transporte público é extremamente eficiente por lá.

Paguei 8,99 euros na ida (saída de Munique às 7h30 e chegada a Garmisch às 8h45) e 7,99 na volta (deixei Garmisch às 16h30 e cheguei a Munique às 17h45). Há diversos horários abertos ao longo do dia. Realizei a operação pela internet, com cartão de crédito. Quem não quiser ficar preso a horários, pode adquirir pessoalmente na loja, no segundo piso da estação central de Munique. Por sua vez, o trajeto ida e volta de trem custa 22 euros, mas dura menos tempo, entre 1h19 e 1h22. Esse bilhete dá direito a utilizar o transporte em qualquer horário (consulte na página da Deutsche Bahn). Porém, há uma outra possibilidade mais barata, chamada Bayern Ticket, um passe diário que permite viajar por toda a Baviera quantas vezes quiser. Se você estiver sozinho, não vale a pena, pois custa 25 euros. A partir de duas pessoas, fica interessante, pois o preço é 31. Com cinco pessoas, chega a 49 euros (menos de dez euros para cada uma). Contudo, essa modalidade só é válida das 9h às 3h da madrugada, o que implica chegar depois das 10h em Garmisch.

Achei o serviço do FlixBus ótimo e muito pontual. Acredito que o trem também é uma opção de qualidade. Aqueles que forem de carro conseguem estacionar nos pontos indicados pelo “P” no desenho abaixo.

Chegando a Garmisch, a partir do ponto de parada do ônibus, é necessário atravessar um mergulhão para chegar à bilheteria. Depois de pegar os ingressos, passei as roletas e me dirigi ao trem cremalheira, que leva ao lago Eibsee. Neste ponto, é preciso fazer a baldeação para o teleférico. Eu resolvi dar uma rápida parada antes de continuar a subida. O lago é lindíssimo e eu confesso que gostaria de ter tido tempo para explorar melhor. Infelizmente, como comprei o retorno de ônibus antecipadamente, não queria arriscar um atraso. Aliás, é importante frisar que a passagem de volta precisa ser adquirida antes porque não há um escritório do FlixBus em Garmisch nem qualquer funcionário. Existe apenas um ponto de parada do ônibus na rua, indicado por uma placa. O motorista chega, confere as passagens, todos embarcam e fim de papo.

Voltando ao trajeto: do Eibsee, usei o teleférico para chegar a Zugspitze. Lá em cima, ainda é possível utilizar mais um teleférico rumo ao glaciar (Gletscher), onde há uma estrutura para diversão no gelo. No mapa, fica fácil visualizar:

Zugspitze
Mapa de Zugspitze

Preços:

Todos os transportes citados acima estão incluídos no valor do ingresso: 56 euros (no verão de 2018). Os que tiverem disposição para subir a pé têm a possibilidade de usar teleférico e trem para descer. Nesse caso, o bilhete sai a 33,50. Dá para comprar ainda o combo Zugspitze + Garmisch-Classic por 67. O Garmisch-Classic dá acesso a AlpspiX, uma plataforma para observar as montanhas Alpspitze e Zugspitze. Leia tudo sobre Alpsptize no post que escrevi. São oferecidos ainda descontos para famílias.

Aliás, para quem pretende passar três dias ou mais no local, vale dar uma olhada nos benefícios do ZugspitzCard, que inclui serviços de ônibus e passeios como tour de barco pelo Eibsee e tobogã na montanha.

Horários:

A primeira saída do trem cremalheira em Garmisch é às 7h39, com chegada em Eibsee às 8h15. Já o teleférico desde Eibsee até Zugspitze funciona de setembro a junho, das 8h30 às 16h45, e de julho a agosto, das 8h às 17h45. As viagens, que duram dez minutos, ocorrem a cada meia hora. Dependendo da demanda, esse intervalo pode ser encurtado. O teleférico de Zugspitze para o glaciar, por sua vez, opera de setembro a junho, das 8h45 às 16h25, e de julho a agosto, das 8h15 às 17h25. O trajeto leva quatro minutos e o transporte está disponível a cada 30 (mais detalhes aqui). Todas essas informações se referem ao período de verão, mas o local também está aberto à visitação no inverno, inclusive, com área para esquiar.

O passeio em Zugsptize:

Como mencionei, o Eibsee é um lindíssimo lago onde as pessoas costumam praticar stand up paddle no verão. Rola alugar todo o equipamento por lá. Esse é o tipo de passeio que deve ser feito com calma, por isso, muita gente se hospeda em Garmisch ou em Grainau, mais perto do lago.

 

VEJA OPÇÕES DE HOSPEDAGEM EM GRAINAU

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OS HOTÉIS NAS REGIÕES PRÓXIMAS À MONTANHA

 Zugspitze
Lago Eibsee
No teleférico para Zugspitze, o visitante é logo agraciado com uma vista maravilhosa. É incrível ver o lago do alto. Na chegada ao topo, há um grande biergarten no terraço, com mesas e bancos coletivos, além de barracas de comida. Dessa área, observa-se a famosa cruz dourada encravada na montanha, um símbolo de Zugspitze. Para chegar a ela, é preciso fazer uma pequena escalada. Eu achei bem arriscado ir sem equipamentos, mas a galera estava empolgadíssima percorrendo o trecho. Aproveitei para almoçar nesse espaço. Comi um ótimo cachorro-quente por cinco euros. Quem preferir pode fazer a refeição com calma no restaurante SonnAlpin, na parte fechada. Notei que as massas custam por volta de oito euros e uma porção de batata frita sai a 4,50, por exemplo. Estão disponíveis também pratos em sistema self-service, além de sobremesas diversas.
Zugspitze
Teleférico para Zugspitze
 Zugspitze
Zugspitze
 Zugspitze
Eibsee visto do teleférico rumo a Zugspitze
 Zugspitze
Biergarten em Zugspitze
Zugspitze
Cruz dourada no Zugspitze

Depois, peguei o teleférico para conhecer o glaciar e brincar no gelo. Rola descer a montanha com um tobogã. É muito divertido. Repeti quatro vezes rsrs. É recomendável usar calçado fechado (de preferência, tênis) e agasalho, pois lá em cima faz frio mesmo no verão. Essa atração funciona de junho a setembro e o equipamento não tem custo.

Outra opção são os passeios guiados pelo glaciar que levam cerca de 45 minutos e saem diariamente às 11h e às 13h30 do terraço do restaurante SonnAlpin (vá com sapatos bem resistentes). Dá para fazer também por conta própria e caminhar pela geleira até Windloch, que oferece mais uma vista espetacular.

Reserve pelo menos quatro horas para conhecer tudo com calma. Se for se dedicar mais ao lago, melhor passar um dia inteiro no local. Vale muito a pena. Os trilheiros raiz que querem dispensar os transportes e se aventurar podem consultar um guia da German Alpine Association, que lista diversos tipos de trilhas com diferentes níveis de dificuldade.

Por fim, acho válido dar um passeio por Garmisch. Não tive tempo, mas deu para perceber que a cidade é uma graça.

 

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10 Responses

  1. Flavia Donohoe

    que demais! Nunca esquiei na vida, mas é algo que quero fazer no futuro! E essa região deve ser ótima pra fazê-lo, eu adorei a Alemanha e espero voltar em breve!

  2. Juliana Moreti

    Este lugar é lindo, adoraria visitar, mas salgado o preço, hein?
    Fico imaginando tudo isso em pleno inverno!
    😉

    • De Boa na Trip

      Tudo relacionado a Alpes tem o preço salgaado rsrs

  3. Leo Vidal

    Esses destinos de montanha nos Alpes são lindos em todas as estações né? Adorei a ideia de aproveitar o lago sem estar congelado e o visual da paisagem no entorno completa a experiência. Vale a pena pernoitar por aí ou você acha que o bate-volta já está suficiente?

    • De Boa na Trip

      Pra mim o bate e volta foi suficiente. Mas muita gente divide se hospeda lá perto ou então compra o ingresso que permite dividir o passeio em dois dias. Aí dá para fazer tudo com mais calma.

  4. Angela C S Anna

    muito legal essa região, ainda não conheci esse cantinho na Alemanha, mas já explorei os Alpes nos países vizinhos. sempre uma alegria passear nas montanhas! Esse Eibsee é muito bonito

  5. Edson Amorina Jr

    Nossa, realmente é um lugar lindo, já fomos uma vez, porém o tempo não estava tão bom e a subida até a cruz dourada estava fechada. Precisamos voltar.

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